Melodias quentes, que facilmente nos transportam para um mundo irreal mostrado no ecrã.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
MORREU O GRANDE JONH BARRY.
OCIDENTE/ ORIENTE
Na verdade, foi sempre o que mais temi e continuo a temer...mesmo ainda no tempo da "Guerra Fria"...A guerra de Fé: o Oriente versus Ocidente.
Um vento de mudança atravessa os paises Árabes... Que consequências para o Ocidente? numa altura em que este se encontra frágil, derivado a problemas económicos e de valores.
Um vento de mudança atravessa os paises Árabes... Que consequências para o Ocidente? numa altura em que este se encontra frágil, derivado a problemas económicos e de valores.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
A telenovela Casapiana
CAPÍTULO 1000
Carlos Cruz recusou.
A 6 de Janeiro, volta a tentar um encontro, mas desta vez entre Bibi e Hugo Marçal.
Durante essa reunião, Bibi pede desculpas a Marçal, dizendo que tudo o que tinha dito no processo contra ele, era mentira.
Sete dias depois, Bibi despensa o seu advogado, José Maria Martins, que por sua vez se remete ao silêncio, não fazendo quaisquer comentários á comunicação social.
Bibi procura então, o Bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho e Pinto, e pede que lhe arranje um advogado.
Este recusa, e informa-o que terá de seguir o procedimento normal, previsto para o pedido de apoio judiciário. O Bastonário adianta que se lembra de um individuo que acompanhava Bibi, mas não sabe quem era.
Na celebre entrevista que Bibi dá a Carlos Tomás, para a revista Focus, afirma que tudo o que havia confessado no processo era falso, que estava drogado, encontrando-se sob o efeito de medicamentos e pressionado pelas autoridades.
A determinada altura da entrevista, conta que estava a ser interrogado... e: "deram-me um copo de água..." interrompe o jornalista: " e era só um copo de água? "
Bibi responde que não, insinuando que está a ser drogado.
Bibi vai mais além e afirma: "eu não sou pedófilo, nem nunca fui".
Em 3 anos de prisão preventiva, seguidos de mais uns tantos em liberdade, longe das autoridade e pressões, Bibi manteve sempre a mesma história! Estaria ele afinal nessa altura, drogado ou pressionado?
Catalina Pestana comentou: "mais uma cena em que este processo foi pródigo"
Entretanto Carlos Cruz numa entrevista diz:" Este é o verdadeiro Carlos Silvino, o que alega a minha inocência"
O jornalista Carlos Tomás está entretanto visto na praça pública, como fazendo parte de uma estratégia ou manobra, com o objectivo de inquinar o processo. Porém é facto assente, que juricamente este volte face do comportamento de Bibi, não afecta o regular andamento dos recursos que se já encontram a correr no Tribunal da Relação de Lisboa.
Os efeitos produzidos pela telenovela "Casa Pia", suplanta os das mexicanas, brasileiras e portuguesas todas juntas.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
BBC acaba com serviço em português
Por: Redacção TVI 24 horas publicou:
25- 1- 2011 22: 1
BBC online despede 350 pessoas
O serviço da BBC em português e em outras línguas vai encerrar no âmbito de um plano para poupar 46 milhões de libras (53 milhões de euros) por ano, confirmou esta terça-feira a estação pública britânica.
Segundo noticia a Lusa, além do serviço em português, que se destina sobretudo aos países africanos lusófonos, irão também fechar os serviços em macedónio, albanês, sérvio e inglês para as Caraíbas.
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Crise: Deputado esfomeado reivindica jantar na cantina da AR
PUBLICADO NO JORNAL EXPRESSO DE 5 DE OUTUBRO DE 2010 POR TIAGO MESQUITA
O deputado do PS Ricardo Gonçalves gostava de ter a cantina da AR aberta ao jantar. Isto porque 3700€/mês que aufere "não dão para tudo". Fiquei com um "aperto no coração" ao ler isto
Pensava que nada me podia surpreender na política, mas eis que um deputado me acorda para a triste realidade: Portugal. O absurdo é o limite. O horizonte da estupidez ganha novos desígnios e contornos todo o santo dia. Ao deputado Ricardo Rodrigues dos gravadores junta-se agora o deputado Ricardo Gonçalves das refeições.
Se o primeiro meteu gravadores no bolso. Este afirma que o que lhe põem no bolso não chega para tudo, mesmo que seja um valor a rondar os 3700€/ mês. Uma miséria. "Se abrissem a cantina da Assembleia da República à noite, eu ia lá jantar. Eu e muitos outros deputados da província. Quase não temos dinheiro para comer" Correio da Manhã (vou fazer uma pausa para ir buscar uns kleenex...)
O corte de 5% nos salários irá obrigá-lo, como "deputado da província", a apertar o cinto e consequentemente o estômago, levando-o a sugerir com ironia mas com seriedade (!?) a abertura da cantina da AR para poder jantar. Uma espécie de Sopa dos Pobres mas sem pobres e sem vergonha. Só com políticos, descaramento e sopa.
"Tenho 60 euros de ajudas de custos por dia. Temos de pagar viagens, alojamento e comer fora. Acha que dá para tudo? Não dá" Valerá a pena acrescentar alguma coisa? Não me parece. Só dizer que as almôndegas que comi ao jantar não se vão aguentar no estômago durante muito tempo depois de ter feito copy/paste desta declaração
Mas continuando a dar voz ao Sr. Deputado: "Estamos todos a apertar o cinto, e os deputados são de longe os mais atingidos na carteira". Pois é, coitadinhos, andam todos a pão e água. Alguns são meninos para largar os bifes do Gambrinus.
Bem sabemos que os grandes sacrificados do novo pacote de austeridade do Governo vão ser os senhores deputados. Ninguém tinha dúvidas quanto a isto. E ajuda a explicar o "aperto de coração" que o Primeiro-Ministro sentiu ao ter de tomar estas "medidas duras". Sabia perfeitamente que ao fazê-lo estava a alterar os hábitos alimentares do Sr. Deputado Ricardo Gonçalves, o que é lamentável.
Que tal um regresso à província com o ordenado mínimo e um pacote senhas do Macdonalds? Ser deputado não é o serviço militar obrigatório. Pela parte que me toca de cidadão preocupado está dispensado. Não o quero ver passar necessidades.
Há quem sobreviva com pensões de valor equivalente a 4 dias de ajudas de custo do senhor deputado. Quem ganha o ordenado mínimo está habituado a privações, paciência. Agora com 3700€ por mês e 60€/dia de ajudas compreendo que seja mais difícil saber onde cortar. Podíamos começar por cortar na pouca-vergonha. Mas isso seria pedir demais.
A LEI DOS DESPEDIMENTOS
Regras
Saiba o que vai mudar nos despedimentos
Cristina Oliveira da Silva do Diário Económico
25/01/11 00:05
________________________________________
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O Governo quer alterar as regras das indemnizações por despedimento e o debate já está lançado na concertação social.
A proposta inicial, do Executivo, defende alterações na fórmula de cálculo, a introdução de um tecto máximo e o fim do limite mínimo dos meses que têm de ser pagos. A isto soma-se a criação de um fundo que pretende financiar parcialmente os despedimentos. Tudo isto sem alterar o conceito de justa causa de despedimento. Saiba o que pode mudar no actual regime.
1. As indeminizações por despedimento vão mudar?
Sim. O Governo quer alterar as compensações no caso de despedimento. Hoje o trabalhador tem hoje direito a 30 dias por cada ano de casa (mais diuturnidades). Mas o Executivo quer reduzir o cálculo para 20 dias, acrescido de diuturnidades.
2. E nos contratos a termo?
Aplica-se a mesma regra. Hoje, os trabalhadores têm direito a três dias de salário-base e diuturnidades por cada mês de trabalho, se o contrato durar menos de seis meses. Se durar mais, tem direito a dois dias. Com as novas regras, passa a estar em causa o pagamento de 1,66 dias por mês. Ou seja, se agora, um contrato de cinco meses dá direito a compensação igual a 15 dias de trabalho, com as novas regras, dará direito apenas a 8,3 dias de trabalho.
3. Haverá um limite máximo?
Sim, o Governo propõe ainda a fixação de um tecto de 12 meses nas compensações. Ou seja, o máximo que o trabalhador pode receber corresponde a 12 vezes a sua retribuição-base acrescida de diuturnidades. [CORTE_EDIMPRESSA]
4. E o limite mínimo?
Desaparece. Actualmente, os trabalhadores despedidos têm sempre direito, no mínimo, a três meses de salário-base e diuturnidades. Mas o Governo quer retirar essa opção.
5. Quem é abrangido?
Tanto no caso das alterações às compensação como na criação do fundo, estão em causa apenas os novos contratos.
6. Para que serve o fundo?
O Governo quer criar um fundo, financiado pelas empresas e com "cariz obrigatório", para ajudar a pagar os despedimentos. Assim, com cada nova contratação é criada uma conta individual em nome da empresa. Ainda não se sabe o montante da contribuição, que terá a ver com a percentagem de indemnização que vier a ser suportada pelo fundo.
7. Quem gere o fundo?
A gestão do fundo deverá ser entregue a uma entidade pública e, "simultaneamente a três ou quatro entidades do sector privado, seleccionadas mediante concurso público". n
Saiba o que vai mudar nos despedimentos
Cristina Oliveira da Silva do Diário Económico
25/01/11 00:05
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O Governo quer alterar as regras das indemnizações por despedimento e o debate já está lançado na concertação social.
A proposta inicial, do Executivo, defende alterações na fórmula de cálculo, a introdução de um tecto máximo e o fim do limite mínimo dos meses que têm de ser pagos. A isto soma-se a criação de um fundo que pretende financiar parcialmente os despedimentos. Tudo isto sem alterar o conceito de justa causa de despedimento. Saiba o que pode mudar no actual regime.
1. As indeminizações por despedimento vão mudar?
Sim. O Governo quer alterar as compensações no caso de despedimento. Hoje o trabalhador tem hoje direito a 30 dias por cada ano de casa (mais diuturnidades). Mas o Executivo quer reduzir o cálculo para 20 dias, acrescido de diuturnidades.
2. E nos contratos a termo?
Aplica-se a mesma regra. Hoje, os trabalhadores têm direito a três dias de salário-base e diuturnidades por cada mês de trabalho, se o contrato durar menos de seis meses. Se durar mais, tem direito a dois dias. Com as novas regras, passa a estar em causa o pagamento de 1,66 dias por mês. Ou seja, se agora, um contrato de cinco meses dá direito a compensação igual a 15 dias de trabalho, com as novas regras, dará direito apenas a 8,3 dias de trabalho.
3. Haverá um limite máximo?
Sim, o Governo propõe ainda a fixação de um tecto de 12 meses nas compensações. Ou seja, o máximo que o trabalhador pode receber corresponde a 12 vezes a sua retribuição-base acrescida de diuturnidades. [CORTE_EDIMPRESSA]
4. E o limite mínimo?
Desaparece. Actualmente, os trabalhadores despedidos têm sempre direito, no mínimo, a três meses de salário-base e diuturnidades. Mas o Governo quer retirar essa opção.
5. Quem é abrangido?
Tanto no caso das alterações às compensação como na criação do fundo, estão em causa apenas os novos contratos.
6. Para que serve o fundo?
O Governo quer criar um fundo, financiado pelas empresas e com "cariz obrigatório", para ajudar a pagar os despedimentos. Assim, com cada nova contratação é criada uma conta individual em nome da empresa. Ainda não se sabe o montante da contribuição, que terá a ver com a percentagem de indemnização que vier a ser suportada pelo fundo.
7. Quem gere o fundo?
A gestão do fundo deverá ser entregue a uma entidade pública e, "simultaneamente a três ou quatro entidades do sector privado, seleccionadas mediante concurso público". n
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
EM PREÇO DA GASOLINA, SOMOS OS PRIMEIROS DA EUROPA
TEMOS A GASOLINA MAIS CARA DA EUROPA, NÃO VENHAM DIZER QUE SOMOS SEMPRE OS ÚLTIMOS EM TUDO
O preço da gasolina atingiu o valor mais alto de sempre, superando mesmo o máximo histórico registado em julho de 2008. A Galp aumentou o preço da gasolina em 2 cêntimos e do gasóleo em 3 cêntimos na noite de domingo para segunda-feira. Também a BP subiu 1 cêntimo ao litro da gasolina sem chumbo e do gasóleo. Nesta madrugada, a Cepsa fez subir os preços da gasolina e do gasóleo em 1 e 2,1 cêntimos respetivamenteNos postos da petrolífera nacional, um litro de gasolina custa agora 1, 533 euros e o gasóleo vale 1,348 euros. A Galp explica as constantes subidas com as "alterações nas cotações do gasóleo e da gasolina no norte da Europa, que têm estado a disparar desde há várias semanas”, bem como a valorização do dólar em relação ao euro.
Na BP, o litro de gasolina sem chumbo-95 está em 1,529 euros e o gasóleo custa 1,329 euros. As alterações de preços na Cepsa implicam que o cliente pague 1,523 euros por um litro de gasolina e 1,339 euros pelo gasóleo.
A ANTRAM já reagiu, considera esta “uma situação insustentável”, que poderá colocar em risco muitas empresas e postos de trabalho. O diretor regional da ANTRAM Miguel Gonçalo não contava com as constantes subidas no preço dos combustíveis e defende a realização de uma "reunião de emergência".
“O gasóleo aumentou o ano passado mais de 17 por cento. Este ano, em 15 dias, aumentou mais de 7 por cento. Os transportadores não estão a conseguir refletir este aumento para os seus clientes porque os clientes também estão numa situação complicada e não aceitam aumentos dos transportadores”, declarou Miguel Gonçalo, argumentando que os preços deveriam subido para os clientes em mais de 10 por cento.
“Tem de haver protesto porque esta situação, a juntar às SCUT que entraram em 2010 e que se preveem entrar em agora em abril do corrente ano torna-se insustentável para as empresas. Como referi, este custo não está a ser refletido nos clientes e, neste momento, coloca-se em causa a sobrevivência de muitas empresas e de muitos postos de trabalho”, acrescenta.
Os automobilistas que tiveram que abastecer, contactados pela reportagem da RTP, mostraram-se indignados com o aumento dos preços.
Os dados mais recentes da Comissão Europeia apontam Portugal como tendo o gasóleo mais caro da Europa, a seguir à Grécia e à Finlândia, enquanto o mais barato é da Irlanda, Áustria e Reino Unido.
Desde setembro que os preços da gasolina sem chumbo 95 subiram em média todas as semanas, à exceção de quatro vezes, apesar de se terem registado sete quedas de preço deste produto refinado nos mercados internacionais.
As petrolíferas referem que estes preços na bomba acompanham a média semanal de preços dos produtos refinados nos mercados internacionais.
Barril de Brent está próximo de 100 dólares
O barril de Brent, referência para o mercado português e para entrega em março, era negociado esta manhã no mercado de futuros de Londres, em 97,73 dólares, ou seja, mais 30 cêntimos do que no fecho de segunda-feira. A previsão é que os combustíveis continuem a aumentar.
A Agência Internacional de Energia (AIE) considera que a recente escalada nos preços do crude nos mercados coloca "um verdadeiro risco económico".
Os sucessivos aumentos do preço do petróleo, aproximando-o dos 100 dólares por barril, "suscitam receios sobre o impacto dos preços elevados na recuperação económica mundial", no seu relatório semanal.
A AIE reviu em alta as suas previsões para a procura mundial de petróleo em 2010 e 2011, estimando que a procura de petróleo tenha sido de 87,8 milhões de barris por dia no ano passado e que no corrente esta procura atinja 89,1 milhões de barris.
O crescimento económico asiático, em especial na China, e uma procura mais forte que a esperada nos países ricos que fazem parte da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) sustentam esta revisão em alta.
Este organismo avisou que o barril de petróleo pode chegar aos 120 dólares em 2035. Nesse sentido, apelou ao investimento nas renováveis e no nuclear para manter o preço nos 90 dólares.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
A HISTÓRIA DO FACEBOOK EM FILME
OS GLOBOS DE OURO 2011
A cerimónia de entrega dos prémios, faz-se no início de cada ano, numa cerimónia durante um jantar com convidados.
Este ano, o filme grande vencedor foi, “The Social Network” (Rede Social), uma longa metragem de David Fincher, sobre o Facebook e o seu criador Mark Zuckerberg.
Colin Firth ganhou o Globo de Melhor Actor Principal, no filme, The King’s Speech.
E Natalie Portman o de melhor Actriz Principal em Black Swan.
De destacar o Prémio Cecil B. DeMille Award, ganho por Robert de Niro.
Em Televisão
Melhor Série (Drama)
Boardwalk Empire
Melhor Série – Comédia
Glee.
Melhor Actor (Mini-Série ou Telefilme)
Al Pacino por “You Dont Know Jack”
sábado, 15 de janeiro de 2011
ESTE TEXTO SAÍU NO BLOG "CORISCOS", no passado dia 10 de Janeiro. Decididamente, vale a pena lê-lo.
"Á procura de um sonho
Toda a gente tem sonhos. E segredos. E pecados. Quem não sonha está morto; quem não se resguarda é tonto; quem não peca é santo. Sonhos, segredos e pecados não são crime. O problema está na fronteira que determina as respectivas definições. E, mais importante, na maturidade e no bom-senso necessários para suportar cada um deles. Como em tudo na vida, de vez em quando é preciso colocar o pé no travão.
Renato Seabra, 21 anos, finalista de Ciências do Desporto, em Coimbra, tinha um sonho: ser manequim, provavelmente internacional. Ambição legítima. Candidatou-se a um concurso televisivo, que a televisão parece ser o único veículo reconhecido como eficaz pela geração à qual pertence. Ficou em segundo lugar. A família há-de ter ficado feliz. Os amigos também. Ninguém questionou. Ninguém accionou o travão. Neste tempo, nada parece satisfazer mais as pessoas do que exibir o seu talento, seja ele qual for, na televisão - e a televisão dá para tudo: para cantar, dançar, representar, cozinhar, emagrecer ou só para simular o quotidiano dentro de uma jaula. Vale tudo. Daqui a cem ou duzentos anos, há-de falar-se deste tempo como um tempo muito sinistro.
Mas nem a televisão, com toda a sua pressa, parece ter conseguido responder à urgência do sonho de Renato. E, por isso, talvez ele tivesse também um segredo. Que mal teria aproximar-se de Carlos Castro, 65 anos, velho colunista do suposto glamour nacional a quem os transeuntes desse suposto glamour agradeciam a rampa de lançamento, se com isso conseguisse acelerar a projecção da sua carreira? Aparentemente, não teria mal nenhum. Se tivesse tido travão. Maturidade e bom senso. E verdade, já agora, que é coisa que também começa a escassear. Ou alguém por ele. Se tivesse havido uma mãe ou um pai que tivesse pensado duas vezes antes de autorizar o filho a viajar (para Madrid, Londres e Nova Iorque) com aquele homem, por muito conhecido que fosse. Com aquele ou com qualquer outro. Mas os holofotes cegam quem nos holofotes quer ser feliz.
E foi seguramente um Renato cego, independentemente de ser homo ou heterossexual, que matou outro homem, também ele cego, Carlos Castro. O primeiro, cego pela ambição; o segundo, cego pela devoção de um rapaz mais novo. Num crime que se presta a tanto folclore - as piadas ainda não começaram, mas não hão-de tardar -, o que mais me choca não é a morte, por monstruosa que tenha sido. O que verdadeiramente me choca é disponibilidade mental que as pessoas cada vez mais parecem ter para permutar a honra pela desonra. Mesmo que para sempre consigam manter a desonra em segredo. E, neste caso, não sei quem a permutou primeiro: se o homem que não teve coragem para se afastar de um miúdo sequioso de fama, preferindo acreditar que este o amava; se o miúdo, perigosíssima e preocupante amostra de uma geração, que é capaz de se violentar ao ponto de fingir amar alguém só para daí retirar benefício. Choca-me ainda mais a quantidade de histórias destas que hão-de pulular por aí sem que delas tenhamos conhecimento só porque não tiveram um desfecho trágico. E choca-me, finalmente, que a comunicação social, tão empenhada que está em abordar o assunto com pinças e pruridos, esteja a passar ao lado do assunto que mais interessa: quem é responsável pela desintegração dos valores desta gente, que é muita, para quem a vida só é vida se for mediática? E quem os protege?
Do sonho e do segredo de Renato, restou-lhe apenas o pecado. Capital. Poderia ser mais triste?
PUBLICADA POR HELENA EM 22:31 "
http://coriscos.blogspot.com/
O Caso do Polícia.
PUBLICADO EM: " SE A JUSTIÇA FALASSE"

Foi ainda nessa época, que acompanhei o meu patrono num julgamento, que foi mediático.
A cliente do meu patrono tinha sido vítima de seis tiros, seis disparos consecutivos, e por incrível que pareça, não morrera.
O indivíduo que perpetuou o acto criminoso, era agente da polícia, que simplesmente agarrou na pistola e disparou sobre a vítima até ter ficado sem munições.
Conto-vos isto a propósito deste caso de Carlos Castro. Não sei porquê, veio-me á memória o "caso do polícia"...
Enquanto ouvia as sucessivas declarações na audiência de julgamento, que condenou o Réu, (na altura era assim denominado), a uma pena pesada, recordo-me que desde o ínicio fiquei com a decisão bem definida na minha mente.
O enredo desenrolava-se todo entre duas vizinhas.
A de cima, que foi mais tarde a vítima dos disparos, e a de baixo, irmã do polícia que foi acusado e condenado por tentativa de homicídio.
Na verdade, as mulheres detestavam-se uma á outra, e depois de discutirem a toda a hora, passavam as suas versões aqueles que lhes estavam mais próximos.
Desse modo, acabaram por serem ouvidos em tribunal, o marido da de cima, a filha da de baixo (com apenas 14 anos), o irmão como arguido e claro as duas tambem.
O ódio e o mau estar era crescente, até que um dia, quando o polícia vinha de moto do trabalho, para jantar na casa da irmã, após esta ter tido mais uma violenta discussão com a de cima, encheio-o de lamúrias, queixas e lamentações, como já acontecera inúmeras vezes no passado, só que desta vez....deu-se o inesperado.
Foi o Destino!
Após a lengalenga do costume, o irmão agarrou na arma, procurou a vizinha e simplesmente disparou, disparou até se acabarem as balas e os tiros, ao todo seis...porque não podia disparar mais.
Durante a audiência, e após as declarações do Réu (arguido) , da irmã e da sobrinha, e ainda da vítima e do marido desta, tirei as minhas conclusões.
Não era o polícia que devia responder, mas sim aqueles que o levaram a isso, aquelas duas mulheres que transbordando de ódio, acabaram por levar o arguido aquele acto de loucura, contrário á sua natureza e personalidade.
Mas a vida nem sempre é justa, e o Destino tece acontecimentos por vezes inexplicáveis e irracionais.
Como já ouvi dizer, o que é preciso é ter sorte!
Helena de Brito
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
UMA BIPOLAR...

O céu estava azul,a temperatura agradável, cheio de sol, de energia e de vida, mas para Catarina, era só mais um daqueles dias...deprimente, e com um forte sentimento de dor e sofrimento.
Levantou o braço e cheirou a axila, decidiu que passava muito bem sem ir ao duche matinal.
Naqueles dias, um duche era qualquer coisa de tão penoso e árduo, que se pudesse evitá-lo, fá-lo-ia.
Tomou a bica no café do Sr. Zé e olhou em seu redor... Aquelas velhas todas sempre ali, com um ar medíocre e pequeno...detestava-as.
Em vez de se dirigir para a loja, decidiu ir tomar um copo ao bar da praia.
No carro, substituiu o Cd, por outro com música de Jazz.
Desde de muito cedo, cultivou o seu gosto pela música.Filtrou o que o mercado oferecia, e preferiu a qualidade.
O mar pensou, nunca me de transmitiu grande paz ou tranquilidade.
De facto, o mar fazia-lhe despoletar certos sentimentos, como a nostálgia.
Veio-lhe á lembrança, o dia que o psiquiátra disse categóricamente que era uma bipolar.
Foi a primeira vez que ouviu aquela expressão. O psiquiátra explicou, que geralmente dava-se o nome aos doentes de maníaco-depressivos.
Ao ouvi-lo, Catarina ficou em silêncio e com os olhos cheios de água, acabrunhada, balbuciou: "tem a certeza?" - " Sim absoluta", respondeu.
Durante uns momentos houve o silêncio, o tempo suficiente para Catarina respirar e empertigar-se:" por favor Dr., se esta doença tem cura ou tratamento, diga o que tenho de fazer"
De imediato iniciou a medicação á base de lítio.
Ao longo do tempo, foi obrigada a fazer vários ajustes, quanto ao tipo e doses de medicamentos.
Passou pela perca de cabelo, náuseas, e problemas causados por um forte odor corporal, como consequências adversas do próprio tratamento.
O que a levou naquele dia a ir ao psiquiátra, foi o facto de estar a atravessar uma depressão profunda e horrível, fruto de um romance falhado.
Paulo, atraente, administrador de um banco, hilariante, fazia Catarina rir e descontrair-se.
Mimava-a muito, levando-a a bons restaurantes e escolhendo criteriosamente os vinhos, que juntos apreciavam.
Passavam horas inesquecíveis a conversar e de boa disposição.
Mas depressa a paixão perdeu o seu brilho e encanto. Paulo, tinha problemas de impotência sexual, e a sua boa disposição, acabava invariavelmente em momentos de frustação e de fracasso.
Para se justificar, dizia que só acontecia aquilo com Catarina.
Insegura, aceitou a proposta de Paulo, não desistiriam daquela relação, que só naquele aspecto não resultava.
Queriam estar sempre juntos, todos os dias, e todos os dias, Paulo e Catarina falhavam no que a natureza não deixava.
Por fim, conseguiu convencer Paulo a ir a um médico.
Nesta altura, já Paulo tinha um aspecto horrível, uma sombra do que era quando a conheceu. Os médicos nada adiantavam, até se proceder a uma série de exames.
Catarina nunca chegou a saber o resultado dos mesmos.
Chegados de um fim de semana, de um hotel de sonho, as suas caras eram de fracasso e de profunda tristeza.
Não havia hoteis, vinhos ou risos, que conseguissem apagar a desilusão, de uma noite não consumida pelo prazer. Tudo se desmoronava.
Paulo decidiu por termo aquela relação.
Catarina não se conformava. Aparentemente aceitou, mas era só fachada.
Deixou progressivamente de comer, de dormir, começou a beber e a fumar cada vez mais.
Negligenciou o trabalho e as responsabilidades. A sua casa estava suja e desorganizada. Só saia para comprar o que não precisava, sem conseguir controlar um desejo imparável de consumir.
Estava sem dinheiro, como se não trabalhasse, menos dinheiro tinha. O seu unico alívio, era andar de carro horas e horas a fio, sem parar...sem destino.
Foi por aí, que decidiu ir ao psiquiátra.
Após aquele diagnóstico, Catarina passou a conhecer-se melhor.
A bipolaridade só por si, já explicava muita coisa passada na sua vida. As suas paixões, por vezes inexplicáveis e cíclicas, previsivelmente dadas ao fracasso, eram uma delas.
Aprendeu a evitar tais picos. Sabia quando subia muito rápidamente uma escadaria sem um objectivo, o resultado seria necessáriamente descer vertiginosamente, provocando-lhe dor e sofrimento.
Agora sabia o porquê.
A partir daí foi uma aluna aplicada e disciplinada, tomando cuidadosamente os medicamentos prescritos pelo médico. O que mais queria e desejava, era ser emocionalmente estável e equilibrada.
A empregada de mesa abeirou-se, e perguntou-lhe delicadamente se queria outro whisky, "Outro whisky? penso que não obrigada".
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
∞ INFINITO’S ∞: Câmara Municipal de Almada: alguns números.
∞ INFINITO’S ∞: Câmara Municipal de Almada: alguns números.: "Em 31-12-2009, a Câmara Municipal de Almada tinha ao seu serviço 38 avençados aos quais pagava, no global, 63.666,61€ por mês.Em média estas..."
∞ INFINITO’S ∞: Procuram-se ideias para o centro de Almada!
NO BLOG DE ERMELINDA TOSCANO LÊ-SE ESTE POST! A LER...
∞ INFINITO’S ∞: Procuram-se ideias para o centro de Almada!: "Por sugestão de um visitante deste blogue, Sr. Dias, inserido no artigo “Uma zona que sendo-o não o é”, que abordava a questão da “zona pedo..."
∞ INFINITO’S ∞: Procuram-se ideias para o centro de Almada!: "Por sugestão de um visitante deste blogue, Sr. Dias, inserido no artigo “Uma zona que sendo-o não o é”, que abordava a questão da “zona pedo..."
Cômbaro Português: Um Orgulhoso Português
Cômbaro Português: Um Orgulhoso Português
O João Carreira publicou esta mensagem,´que é merecedora de partilhar.
Um abraço João
O João Carreira publicou esta mensagem,´que é merecedora de partilhar.
Um abraço João
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
PARA OS QUE AMAM OS NOSSOS AMIGOS.EXEMPLO DE CORAGEM
VIDEO COMOVENTE DURANTE O DIA DE HOJE NA AUSTRÁLIA
sábado, 8 de janeiro de 2011
Uma vida em ruinas
UM FILME QUE NOS DEIXA MUITO BEM DISPOSTOS E QUE NOS TRAZ RECORDAÇÕES DE VIAGENS FEITAS EM GRUPO
(A VER)
domingo, 2 de janeiro de 2011
PARABÉNS FILHA....
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Filha da Serra Mãe
Encostou-se ao carro e viu as cores. Os azuis, os verdes, os quase pretos de tão negros serem. Vislumbrou a orla costeira, e a espuma do mar lá em baixo, ladeado por um lado da serra e por outro do céu.
Meu Deus pensou, como é linda esta serra este meu Mundo, Deus sabe o que fez quando mo deu.
A Serra, não se possui, nem no registo nem com uma escritura, possui-se no íntimo, no coração.
Recordou com nostalgia como lha ofereceram no seu dia de anos. Já não se lembrava se tinha sido com 7 ou 8 ou 9 anos, lembrava-se simplesmente da angústia. Tinha decorrido o dia do seu aniversário, recebera prenda de anos de todos, todos menos dos seus pais.
Eles eram difíceis mas também eram os que tinham dinheiro, e com dinheiro vinha sempre o mais caro, e quase sempre o melhor.
Mas naquele dia não.
Ninguém lhe disse nada, até que, quando a noite chegou perante todos, o pai disse que a prenda era inimaginável, mas só amanhã.
Foi a decepção, quando após a viagem no bote do Gabado chegou á praia e o pai disse: Vês? é esta a tua prenda, e apontou com o braço, uma casa velha de madeira, na praia implantada junto á serra.
Então era essa a sua prenda? Uma casa velha que era dela?
Não sabia ela, que a partir daí, tornou-se proprietária daquela serra, sem escritura, sem registo, sem documento ou papel, possui-a desde então no seu íntimo, impregnando-se para sempre na sua pele como uma tatuagem que nunca mais sai.
No dia em que Amstrong pisou a Lua, não o viu na televisão. O pai, de binóculos apontados á Lua, com os cotovelos apoiados no portão da casa de madeira de praia junto á serra dizia: a esta hora eles estão a andar na Lua...
Ela, o pai, a mãe e os chineses, teriam sido os únicos no mundo que não viram Amstrong pisar a Lua, ironicamente, mais tarde acabou por vê-lo, vezes sem conta, através das imagens que se repetiam sucessivamente na televisão, video, internet e sei lá mais o quê...
Serra da Arrábida, que tens tu que as outras não têm, que fazes poetas como Sebastião da Gama te quererem tanto.
Encostada ao carro, deleitou-se com a imagem que Deus lhe proporcionou quando escreveu aquela serra.
Será pelo seu misticísmo deixado pelos Franciscanos? Pelo clima, que dizem ser tão diferente? Pela vegetação única no mundo? Pelas cores do mar?
A psicoterapeuta dizia-lhe que tinha a ver com a sua relação com a mãe. Não era por acaso, acrescentava, que lhe chamavam Serra Mãe, que as suas formas arredondadas eram como tetas. Que a Serra a adoptara como filha e ela como sua mãe adoptiva...
Não sabia, encostada ao carro deslumbrada com o que a natureza lhe dava de graça, recordava quando miúda, e apesar da troça dos outros, se sentava sobre a rocha diante da sua casa, e ficava a olhar para o mar, para o por do sol que se punha lá atrás da serra, e ali ficava parada, serena e em repouso.
Encostada ao carro, continuava sem entender que tinha aquela serra para provocar o efeito que tinha sobre si.
Provavelmente nunca a iria possuir no papel, provavelmente nunca a iria habitar, mas podia sempre vê-la e estar com ela, afinal quando se ama não é preciso possuir, basta estar.
"Á Serra da Arrábida com carinho"
Primeiro texto de 2011
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
um ano novo sereno e confortavel para todos
ESPAÇO JURÍDICO.
E NÃO ESQUEÇA DE O PLANEAR...DESTA VEZ SEM SONHOS DE GRANDEZA...MAS SIM CAUTELOSOS, PRUDENTES BEM PENSADOS.
A CRISE, ESSA NÃO ESTÁ Á PORTA, JÁ ENTROU NAS NOSSAS CASAS E ESTÁ INSTALADA, NÃO SE SABE POR QUANTO TEMPO. DEVEREMOS PORTANTO RESPEITÁ-LA, E COM PRUDÊNCIA, TENTAR ULTRAPASSAR UM PERÍODO QUE NOS AVIZINHA MUITO LONGO.
Helena de Brito
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
OS BILHARACOS
O Natal está sempre ligado a algumas ideias, que nos surgem imediatamente na nossa mente,quando nos aproximamos deste dia festivo.
As prendas, o Menino Jesus, o Pai Natal, a Arvore de Natal, os doces, o bacalhau, o perú, o cabrito ou borrego, velinhas, cheirinhos a canela, bolo rei e tantas outras coisas.
No entanto, há diferenças de hábitos entre as famílias.No meu escritório, quando se elaboram os acordos de regulações de poder paternal, e se chega aquela parte de decidir com quem ficam os filhos nestes dias, surgem muitas vezes as diferenças de hábitos, entre as famílias do pai e da mãe.
Em geral faço sempre a seguinte pergunta:" então e o senhor(a), dá mais importância á Consoada ou ao Dia de Natal?"
É sempre mais fácil quando esta diferença existe, porque o menor passará com o progenitor, no dia a que a família deste dá mais importância.
Quanto ás prendinhas, as famílias divergem na forma como estas são oferecidas.
Na casa dos meus avós, depois de comer o bacalhau cozido acompanhado de couve portuguesa, os familiares dividiam-se entre a cozinha e a sala de jantar.
Geralment os homens ficavam na sala a conversar, e as mulheres iam todas para a cozinha, e enquanto umas lavavam e arrumavam a loiça, as outras acabavam de fritar as filhós, cuja massa, tinha sido amassada e estendida pela minha avó, durante toda a tarde.
Depois... passava-se para o cacau da meia noite.
A mesa era novamente posta, e ficava assim até ao jantar do dia seguinte.
Os pratos dos doces eram meticulosamente colocados na mesa e servido o cacau bem quente.
Esta era a melhor altura para os pequenos.
O ritual consistia no abandono da mesa pelo membro mais velho, que ardilosamente ia por as prendas nos sapatos que estavam na chaminé. Depois saia outro, para fazer o mesmo, e por aí a fora, até que, todas as prendas estavam distribuidas.
Quando o ultimo acabava, alguem insinuava que o Menino Jesus estava na cozinha a por as prendas nos sapatos, e que se tinha de ter muito cuidado, porque se Ele se assustasse fugia, e já não havia prendas para ninguem.
Ao cabo de alguns minutos, era a vez dos mais pequenos irem espreitar, abrindo com muito cuidado a porta da cozinha, muito devagarinho, para ver se já lá estavam os presentes...e depois... era a gritaria de felicidade.
Os miúdos na sua inocência, acreditam de tal forma nestas fantasias, que a minha filha chegou mesmo a ver o Menino Jesus a afastar-se em direcção ao Céu, lá longe.
Na casa da minha avó, as vedetas da mesa de Natal eram mesmo as filhós ou filhoses.
O segredo, estava na massa muito fina e na fritura.
Eram postas numa panela cheia de azeite quentíssimo, e tinham que se ir regando com uma colher.
Se não empolassem, era o fracasso total.
Para ficarem perfeitas, tinham de ficar ocas e muito finas.
Depois fazia-se a calda á base de água, açucar e casca de laranjeira, regavam-se as filhós com a calda e pronto.
Mais tarde a minha sogra, introduziu outro frito, os bilharacos, que são afinal os sonhos de abóbora, mas que na zona de Aveiro têm aquele nome.
Desde muito jovem que fiquei encarregue de por a mesa da Consoada e do Natal. Com o passar dos anos, a mesa passou a ser cada vez mais bonita e cuidada, ficando ao mesmo tempo, requintada e acolhedora.
Desde a escolha das velas, do serviço, da colocação dos talheres e dos copos, fui transmitindo gradualmente, a importância da boa apresentação da mesa de Natal.
O Natal é também isto...mas...quando deixa de haver crianças e desaparecem os mais velhos, os verdadeiros catalizadores da família, como era o caso dos meus avós, não há dúvida, que o Natal perde-se um pouco.
Com a proliferação dos divórcios, da diminuição da natalidade, e do desaparecimento da ideia de família, o Natal perde o seu sentido, e para muitos, passa até a ser uma época triste desejando que passe depressa.Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, e os hábitos...mas....lá no fundo, é concerteza dos dias mais relevantes na nossa memória.
Receita tradicional em Ilhavo na ceia de Natal:
Ingredientes:
2 Kg de Abóbora
Raspa de 1 limão
400 g de Açúcar
200 g de farinha de trigo
3 ovos inteiros
Canela q.b.
1 cálice de aguardente.
Confecção:
Cozer a abóbora na véspera, com alguma água e uma pitada de sal.
Depois de cozida, coloca-se dentro de um pano pendurado, a escorrer.
Vinte e quatro horas depois prepara-se a massa, misturando todos os ingredientes.
Fazem-se pequenas bolinhas dessa massa que vão a fritar em óleo abundante e a elevada temperatura.
Tirados da fritadeira, os bilharacos são escorridos e colocados numa travessa onde são polvilhados com açúcar e canela.
Ingredientes:
2 Kg de Abóbora
Raspa de 1 limão
400 g de Açúcar
200 g de farinha de trigo
3 ovos inteiros
Canela q.b.
1 cálice de aguardente.
Confecção:
Cozer a abóbora na véspera, com alguma água e uma pitada de sal.
Depois de cozida, coloca-se dentro de um pano pendurado, a escorrer.
Vinte e quatro horas depois prepara-se a massa, misturando todos os ingredientes.
Fazem-se pequenas bolinhas dessa massa que vão a fritar em óleo abundante e a elevada temperatura.
Tirados da fritadeira, os bilharacos são escorridos e colocados numa travessa onde são polvilhados com açúcar e canela.
domingo, 19 de dezembro de 2010
FELIZ NATAL 2010
PARA TODOS OS QUE VÊM AO MEU ESPAÇO, UM FELIZ NATAL, NA COMPANHIA DE QUEM MAIS DESEJAM....
VOTOS DO ESPAÇO JURÍDICO
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